terça-feira, 5 de outubro de 2010

APRENDA A DESAPRENDER - Cesar Souza

Todo mundo sabe que é preciso adquirir novas competências a fim de garantir uma carreira de sucesso. Mas, em certos momentos da vida executiva, o melhor a fazer é aprender a... desaprender!
Todo mundo sabe que é preciso adquirir novas competências a fim de garantir uma carreira de sucesso - e é mesmo. Mas você já se perguntou o que de fato precisa aprender? Nem sempre é o que parece mais óbvio. Acredite: em certos momentos da vida executiva o melhor a fazer é aprender a... desaprender!
Descubra seu Ponto C, seu ponto de competência. Pare de ficar apenas tentando superar suas limitações, seus pontos fracos. Invista naquilo em que você já é bom e que pode torná-lo melhor ainda. E que, de preferência, coincida com aquilo que vai agregar valor aos resultados da empresa.
Não adianta você ser supercompetente em algo desatrelado das competências necessárias ao sucesso do negócio da sua empresa naquele momento específico. Esse ponto C será o seu diferencial. Mas para chegar lá é preciso, antes, livrar-se do que pode até ter sido útil no passado, mas tornou-se um empecilho para aprender o novo.
Precisamos deletar conhecimentos, atitudes, habilidades e preconceitos para abrir espaço para nos voltar para o futuro. Temos muito o que desaprender. Mas não se trata apenas de técnicas. Trata-se mais de postura, de atitudes, do modelo mental que ainda prevalece em nosso dia-a-dia empresarial.
É preciso desaprender certas crenças da nossa cultura empresarial. Pérolas do pensamento como "subordinados são pagos para fazer e não para pensar" e "cada macaco no seu galho" — inspiradoras da departamentalização excessiva — e o "manda quem pode obedece quem tem juízo", acabam aprisionando a energia criativa das pessoas.
A liderança, tal como a conhecemos hoje, está com os dias contados. Os velhos e surrados atributos do líder foram concebidos para uma realidade que já não existe mais. E o líder baseado apenas no carisma é uma espécie em extinção. Precisamos desaprender a nos posicionar como experts. A vez do especialista, do profissional unifuncional, está chegando ao fim. Ainda é uma herança da era industrial. Salvo raras exceções, não dá mais para fazer uma carreira apenas dentro de uma área e chegar a diretor ou vice-presidente tendo passado por todas as seções dentro dessa área.
O futuro estará nas mãos dos multifuncionais, daqueles que tiverem experiência em vendas, em finanças, em logística, na gestão de pessoas. Mais do que um profissional especializado em técnicas, os líderes empresariais desejarão cada vez mais aqueles que entendam do negócio da empresa como um todo. Aqueles que sejam multicompetentes.
É preciso que nós desaprendamos a viver voltados para dentro da empresa. Os resultados não são mais gerados só dentro das "paredes" da empresa. O diferencial reside do lado de fora, na conexão desta com seus clientes, parceiros, fornecedores, formadores de opinião.
O capital intelectual não é sinônimo do quadro de funcionários. É necessário propor projetos de capacitação em competências para distribuidores, PDVs, fornecedores, parceiros e para as comunidades onde operam. A competência tem de estar em toda a cadeia de valor do negócio da empresa.
Precisamos desaprender a viver com medo, criar um clima de maior tolerância para riscos, tomar mais iniciativa, sermos mais proativos e com isso encorajar outros. Vivemos engaiolados por normas e estruturas. Muitos líderes querem encorajar pessoas a serem mais ousadas, a dar vazão à criatividade, mas eles próprios não se comportam da forma que apregoam. Precisamos desaprender a educar pelo discurso e aprender a educar pelo exemplo.
Aprender a desaprender é o segredo daqueles que conseguem identificar - e com clareza - o Ponto C. Mas, competência não é sinônimo de conhecimento. Só chega ao Ponto C quem agrega valor e disponibiliza resultados para a empresa onde trabalha e para a sociedade onde vive.
Por César Souza (presidente da Empreenda, empresa de consultoria em estratégia, marketing e recursos humanos, além de autor e palestrante)

sexta-feira, 17 de julho de 2009

CHAPECÓ-SC ENTRE AS 100 MELHORES CIDADES PARA FAZER CARREIRA

Em 16/07/2009 às 09:33 A revista Vocês S.A. divulgou na edição nº 133, deste mês de julho, pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas, do Rio de Janeiro, apontando as 100 melhores cidades brasileiras para se construir carreira. Na pesquisa, Chapecó figura em 83ª colocação, à frente de cidades como São Leopoldo (RS), Criciúma (SC), Ponta Grossa (PR) e Foz do Iguaçu (PR), e de capitais como Palmas (TO) e Porto Velho (RO).Foram analisadas 127 cidades, a partir de três indicadores: educação, vigor econômico e saúde. As cidades avaliadas fazem parte das 5% maiores do país, têm pelo menos 170 000 habitantes e 210 milhões de reais de depósitos à vista.OS CRITÉRIOS: 1 Educação (peso 3) Número de matrículas e oferta de cursos de graduação, mestrado e doutorado. 2 Vigor econômico (peso 2) Arrecadação do Imposto sobre Serviços (ISS) e Produto Interno Bruto (PIB) municipal, ambos per capita. 3 Saúde (peso 1) Número de leitos e de profissionais de saúde para cada 1 000 habitantes.

domingo, 5 de julho de 2009

A IMPORTÂNCIA DE UMA NETWORK

O relacionamento e o seu poder sobre as ações empreendidas no mundo profissional é surpreendente. Quem prometeu fazer muitos amigos, buscar novas oportunidades, estabelecer novos desafios em 2009 deve iniciar um balanço do ano para ver de realmente cumpiu a promessa.
Mas criar ou ampliar a network (rede de relações), não tem hora para iniciar. As portas se abrem a todo o momento, mas muitas vezes não temos a coragem para entrar. Relacionar-se é uma habilidade não rara, mas manter o relacionamento pode ser um desafio muito maior.
O mapa do caminho que pretendemos seguir é riscado por muitas mãos, mas a arte final que deve fazer somos nós. Não adianta alguém dizer a você que o sucesso faz parte do seu DNA e você esperar isso a vida toda sem fazer nenhum esforço. A pergunta que devemos sempre nos fazer é: Porque estamos aqui? O que viemos fazer? A partir disso, passamos a ver o mundo de outra forma. Ver um mundo onde não há desconexão. Pelo contrário, um mundo como o que estamos vivendo, as conexões que devemos estabelecer são fundamentais para o sucesso ou para o fracasso.Os grandes líderes constroem e consolidam suas ações porque exercitam o relacionamento a todo o momento. Francis Bacon disse a mais de 500 anos que não devemos semear nada pensando na colheita imediata. Precisamos cultivar as coisas pouco a pouco. Essa frase é muito atual e nos remete a necessidade de construir e cultivar as relações no longo prazo.
Mas qual é o papel das organizações nesse processo? Um ambiente fértil para a construção de relações é o ambiente em que vivemos a maior parte do nosso tempo. Normalmente é o local de trabalho. Uma pesquisa realizada por professores da FGV revelou que a maioria das demissões nas maiores organizações empresariais, ocorreram pela falta de relacionamento ou pela dificuldade de conduzir um ambiente harmonioso onde o bom senso, a colaboração, o espírito de equipe devem prevalecer. As organizações são como vitrines, nos expõem, nos vendem, nos compram. É um verdadeiro e eterno big brother. Portanto, aproveite os momentos e o ambiente que você tem para criar essa grande rede de relações e ser bem sucedido na vida.